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Sobre o blog

Alimentar-se representa muito mais que apenas ingerir carboidratos, lipídios, proteinas, vitaminas e minerais. Significa relação social, afinal as pessoas comemoram, prazer, indulgencia etc. Neste Blog temos por objetivo discutir todas as faces dos nutrientes e como podemos estabelecer uma ingestão alimentar saudável sem abrir mão do prazer. Com isso pretendemos propor a você pequenas mudanças que farão diferenças importantes na sua vida, venha conosco.

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27/06/2012

Atividade física e saúde óssea

Acabamos de voltar do congresso americano de medicina esportiva, entre as novidades, foi apresentada e discutida a relação entre saúde óssea, exercício físico e o uso de medicamentos para tratamento de osteoporose. Foi demonstrado que a maioria dos medicamentos utilizados no tratamento de osteoporose age na redução da ação de reabsorção do tecido ósseo e não na formação de tecido ósseo.

A melhora na densidade mineral óssea produzida com medicamento e com exercício físicos é praticamente a mesma, o que muda então? Porque indicar a atividade física ao invés de usar o medicamento já que ambos promovem a mesma melhora na densidade mineral óssea? A atividade física, apesar de promover a mesma melhora na densidade mineral óssea, promove aumento de força óssea contra a fratura maior que o medicamento. Isto é, com o exercício físico a quantidade de força necessária para promover a fratura do osso é muito maior do que se utilizando o medicamento. Isto provavelmente ocorre porque a força mecânica decorrente do exercício físico estimula formação óssea de maneira mais apropriada, mais distribuída e com melhor arquitetura. Além disto, a atividade física na infância promove maior densidade mineral óssea, na fase adulta auxilia a manutenção desta densidade e no envelhecimento retarda a redução da densidade mineral óssea.

 

A intensidade do exercício também é muito importante. Exercícios contra resistência como musculação mostraram ter pouco efeito na melhora da densidade mineral óssea, enquanto atividades com mais impacto como tênis, basquete, corrida, squash e etc são mais eficientes em promover força mecânica suficiente que estimule a melhora da densidade óssea.

Outro dado interessante apresentado foi a perda mineral óssea encontrada em ciclistas.

Esta perda se dá provavelmente porque a perda de cálcio pelo suor que ocorre normalmente, no ciclismo é mais intensa uma vez que esta atividade é realizada por horas pelos atletas desta modalidade, levando a um grande volume de suor perdido. A perda de cálcio na transpiração é um processo fisiológico, mas promove redução das concentrações de cálcio no plasma, estimulação da PTH (paratireoide) que por sua vez promove reabsorção óssea de cálcio, liberando cálcio para circulação a fim de normalizar a concentração do mesmo no sangue. Este processo ocorre em todas as atividades físicas que promovem transpiração, a diferença é que quando a atividade tem impacto, após o processo de reabsorção decorrente da sudorese, há um estímulo intenso para formação óssea. Nestes casos o balanço ósseo é positivo, isto é, o estímulo para síntese é maior que para reabsorção, levando a aumento da densidade mineral óssea. No entanto, no caso do ciclismo, como não há impacto o estímulo para reabsorção promove perda da densidade mineral óssea a longo prazo.

Referencias

Barry DE and Kohrt W J Bone Min Res, 23:484, 2008

Rubin CT,CAlcif Tissue Int, 1985, 37:411.

Turner, Exerc Spor Sci Rev, 2003, 31: 45.

Por Luciana O. P. Lancha às 07h56

25/06/2012

 

Por Carla di Piero às 19h20

DA DESNUTRIÇÃO A OBESIDADE: O QUE FAZER PELA SAÚDE DAS CRIANÇAS BRASILEIRAS

Daqui há alguns anos deixaremos de ser um país de desnutridos para ser um país de obesos, as estatísticas apontam que a obesidade infantil é a que mais cresce no Brasil. Dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares (2008-2009), do IBGE, indicam que, em 20 anos, os casos de obesidade mais do que quadruplicaram entre crianças de 5 a 9 anos, chegando a 16,6% entre os meninos e 11,8% entre as meninas.

 

Este cenário é grave e deve ser encarado como emergência por todos nós, ele é resultado de mudaças nos hábitos alimentares, ampla oferta de produtos hipercalóricos e menos atividades físicas nas horas de lazer.O fenômeno é preocupante também entre adolescentes de 10 a 19 anos, faixa de idade em que o excesso de peso gira em torno de 20%.

 

A solução todos nós conhecemos mas parece que apenas uma parcela da população vem aplicando. Precisamos que as crianças comam de maneira saudável, e literalmente, precisamos nos mexer e fazer com que elas se movimentem também.

 

É na infância que aprendemos a correr, saltar, arremessar, habilidades básicas motoras, e é nesta fase que nos divertimos muito fazendo isso. Entretanto, pra isso acontecer a criança deve ter a oportunidade, deve ter tempo e incentivo pra brincar e se mexer como ela tem tempo e incentivo pra ir à escola e fazer lição de casa, já que saúde e educação tem o mesmo peso de importância, certo?

 

O apoio dos pais é parte fundamental neste processo, se você é pai, mãe ou ainda vai ser lembre-se disso! A saúde do seu filho não depende apenas de protegê-lo dos resfriados e o futuro dele não depende apenas da escola que ele vai estudar. Ele precisa gostar de fazer atividade física, jogar bola, brincar de pega-pega, esconde-esconde, de nadar na piscina, no rio ou no mar, assim a chance dele ser um adulto saudável  e feliz será maior.

 

Carla Di Pierro

Psicóloga do esporte

www.carladipierro.com.br


Por Carla di Piero às 19h15

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Sobre os autores

Ana Carolina Garcia

Graduação em Nutrição - USP, especialista em Nutrição Aplicada ao Exercício Físico pela Escola de EEFE - USP e especialista em Nutrição Humana Aplicada e Terapia Nutricional pelo IMeN. Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Antonio Herbert Lancha Jr.

Graduação em Educação Física – USP Especialização em Fisiologia do Exercício – UNESP Mestrado e Doutorado em Nutrição Experimental – USP Pós- Doutorado em Medicina Interna – Washington University Professor Titular de Nutrição Aplicada à Atividade Física – USP Coordenador do Grupo de Nutrição do Vita Diretor da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Camila Freitas

Graduação em Nutrição - USP

Pós-Graduação em Gastronomia

Responsável pela área de nutrição das academias Reebok (SP)

Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Carla di Pierro

Graduação em Psicologia - PUC SP

Especialização em Psicologia do Esporte - Instituto Sedes Sapientiae

Especialização em Clínica Analítico Comportamental - Núcleo Paradigma

Aprimoramento em Terapia Comportamental Cognitiva - Amban HCFMUSP

Psicóloga da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Desire F. Coelho

Graduação em Nutrição - Centro Universitário São Camilo

Graduação em Esporte - USP

Mestrado em Educação Física - USP

Doutoranda pelo Instituto de Ciências Biomédicas - USP

Aprimorando em Transtorno Alimentar pelo AMBULIM HC-FMUSP

Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Luciana O. P. Lancha

Graduação em Nutrição e Esporte – USP Mestrado em Bioquímica – UNICAMP Doutorado em Ciências Biomédicas - USP Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Luiz Augusto Riani Costa

Graduação em Medicina – UNICAMP

Pós-graduação em Medicina Esportiva e Fisiologia do Exercício – USP

Doutorando em Fisiopatologia – EEFE/HCFMUSP

Diretor Clínico do setor de Cardiologia dos Laboratórios

Diagnósticos da América (DASA)

Fisiologista do Vita

Médico da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Marco D. Leme

Graduação em Nutrição - Centro Universitário São Camilo

Graduação em Eng. de Alimentos - Instituto Mauá de Tecnologia

Nutricionista do Grupo de DOR - IOT HCFMUSP e da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Patrícia Campos-Ferraz

Graduação em Nutrição – USP

Mestrado em Ciências dos Alimentos – USP

Doutorado em Biologia Funcional e Molecular pela UNICAMP

Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Renata C. Sardinha

Graduação em Nutrição - Centro Universitário São Camilo. Nutricionista do Bio Menu Congelados Saudáveis


Rodrigo Ferraz

Graduação em Educação Física - USP

Especialização em Treinamento Desportivo - UNIFESP/EPM

Especialista em Prevenção de Lesão e Treinamento em Pacientes Oncológicos

Preparador Físico da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida