Bio Menu

Busca

Sobre o blog

Alimentar-se representa muito mais que apenas ingerir carboidratos, lipídios, proteinas, vitaminas e minerais. Significa relação social, afinal as pessoas comemoram, prazer, indulgencia etc. Neste Blog temos por objetivo discutir todas as faces dos nutrientes e como podemos estabelecer uma ingestão alimentar saudável sem abrir mão do prazer. Com isso pretendemos propor a você pequenas mudanças que farão diferenças importantes na sua vida, venha conosco.

Categorias

Histórico

24/03/2011

MULHER E ATIVIDADE FÍSICA: O DESAFIO DO EQUILIBRIO FÍSICO E PSÍQUICO

 

 

Crenças tradicionais prescreviam que o cansaço físico e a competição derivados da prática do esporte, eram contrários a natureza da mulher. Foi só após a eclosão do movimento feminista, por volta da década de 70,  que aumentou o número de mulheres que praticavam atividades físicas. Com o declínio da domesticidade feminina, o padrão de fragilidade começa a ceder terreno a um novo ideal, mais adequado à noção de "mulher ativa" que começa a construir-se, nas primeiras décadas do século XX.

Atualmente ser apenas dona-de-casa não é o bastante para a mulher atual que vislumbra numa profissão sentir-se produtiva, bem sucedida e independente. Atualmente a mulher enfrenta uma dupla jornada, na esfera pública e privada. Além do papel reprodutivo e doméstico, passou a ter papel importante no mercado de trabalho.

No entanto, toda a luta  feminina por  maior liberdade, espaço e reconhecimento trouxe também uma sobrecarga psicológica . Atualmente as mulheres se dividem em diferentes papéis, exigindo de si mesmas cumprir todos eles da melhor maneira possível, o que vem gerando muitos conflitos emocionais e prejuízos afetivos.

Além do estresse psicológico que a mulher esta submetida, ela também fica vulnerável ao estresse físico. Biologicamente e psicologicamente mulheres funcionam diferente de homens. Enquanto a mulher é cíclica e influenciada pela flutuação dos seus hormônios, o homem é linear.

Estas flutuações hormonais influenciam o humor, o desempenho intelectual, sexual e esportivo  e até o comportamento alimentar, e  caracterizam  o  ritmo biológico da mulher.  O universo feminino, portanto, é um ciclo que tem fases ao longo do mês gerando uma inconstância emocional.

Freqüentemente a mulher é afetada por modificações de humor, irritação e ansiedade, caracterizando a Síndrome ou Tensão Pré-Menstrual, a  TPM. Ela é resultado de um complexo de fatores fisiológicos, incluindo desequilíbrios hormonais e alterações em neurotrasmissores e vem acompanhada do estresse ambiental gerado pela exigência dos  diferentes papéis da mulher atual.

As alterações psicológicas nesta fase do ciclo feminino, são marcadas pela pela depressão-tristeza, tensão, irritabilidade, descontrole e agressividade. Todas estas alterações implicam em modificações comportamentais na maneira de se relacionar e de desempenhar atividades, inclusive as atividades físicas.

A questão é que as  mulheres  respondem de diferentes  maneiras as alterações hormonais, até porque cada uma possui um jeito paticular de ser, um ritmo de vida e  maneiras de se alimentar e praticar atividades físicas, que  geram comportamentos e respostas  singulares.

Para conseguir resultados efetivos a favor da mulher atleta e praticante de atividade física, é  importante saber como cada uma reage as situações  estressantes do ambiente,  como o treino,  trabalho, filhos e marido e como reage ao estresse provocado pelas alterações hormonais somado as tensões psíquicas que cada uma sofre com suas cobranças e auto-exigências.

Conhecendo melhor o funcionamento do próprio corpo e se apropriando do gerenciamento de suas emoções  as mulheres ficam mais  capazes de extrair o melhor de si  para alcançar a performance física,  o equilíbrio emocional e  a auto-realização na vida.

 

Carla Di Pierro

Psicóloga do Esporte

Por Carla di Piero às 18h02

22/03/2011

É PRECISO TER FORÇA PARA NÃO RECUPERAR O PESO PERDIDO

            Diversos estudos demonstram que a associação de dieta com atividade física constitui a melhor estratégia para reduzir o peso corporal e melhorar os níveis de saúde. A utilização de uma modalidade isolada fornece resultados limitados tanto na quantidade de peso perdido quanto na melhoria das funções do organismo.

            A prática isolada de exercícios físicos, especialmente de musculação, sem a elaboração de um plano dietético adequado, promove redução limitada no peso corporal, sendo frequentemente observado o contrário, ganho de peso ao invés de perda, especialmente nos meses iniciais do programa de treinamento, dando a impressão de uma resposta quantitativamente deficiente. Todavia, na avaliação qualitativa, verificamos na maioria das vezes uma redução na massa gorda com aumento da massa magra, promovendo redução das medidas corporais apesar do aumento de peso, uma vez que o tecido muscular é mais denso que o tecido adiposo. Após um tempo mais prolongado de treinamento é que poderemos encontrar uma redução efetiva no peso corporal, lenta porém contínua, processo este baseado no aumento do gasto energético diário tanto em função da energia consumida pelos exercícios quanto pelo aumento do chamado gasto calórico basal, que representa a quantidade de energia consumida pelo organismo mesmo em estado de repouso, diretamente proporcional à massa corporal magra, metabolicamente ativa – constituída principalmente por tecido muscular.

            O gasto calórico basal isoladamente apresenta papel discreto no processo de perda de peso, mas assume posição de destaque na manutenção do peso adquirido após um programa de emagrecimento, evitando o reganho de peso. Pesquisadores demonstraram que exercícios, tanto de musculação quanto aeróbios, são importantes no processo de emagrecimento ao promoverem gasto energético substancial durante sua execução, mas o treino com pesos parece destacar-se ao preservar e até mesmo aumentar a massa muscular, aumentando o gasto calórico basal e mantendo um balanço calórico negativo capaz de manter o processo de perda de peso e evitar o ganho de peso, frequentemente observado em planos de emagrecimento baseados exclusivamente em dieta.

            Programas de emagrecimento baseados em dieta sem a adição de exercícios físicos conseguem um resultado quantitativamente significativo num primeiro momento, permitindo perda substancial de peso que será tanto maior quanto mais restritiva for a dieta. Todavia, qualitativamente notamos perda frequente de massa magra associada à restrição dietética sem exercícios, com queda na taxa metabólica basal e dificuldade para manter a perda de peso após este período inicial, sendo muitas vezes observado reganho de peso. Além disso, como a composição corporal acaba muitas vezes não se modificando em função da perda de massa muscular, o impacto destes programas de dieta isolada sobre a saúde mostra-se bastante limitado.

            Assim, notamos que nenhuma das principais estratégias utilizadas para controle do peso e correção da composição corporal é completa e capaz de promover perda de peso e manutenção da composição corporal ideal em longo prazo. Apenas a associação entre ambas permite um resultado eficiente e com real impacto na saúde e na qualidade de vida, destacando-se o papel do treinamento de força na luta para manter o peso perdido.

 

Referências:

Donnelly JE, Smith B, Jacobsen DJ, Kirk E, Dubose K, Hyder M, Bailey B, Washburn R. The role of exercise for weight loss and maintenance. Best Pract Res Clin Gastroenterol. 2004 Dec; 18(6):1009-29.

Donnelly JE, Blair SN, Jakicic JM, Manore MM, Rankin JW, Smith BK; American College of Sports Medicine. American College of Sports Medicine Position Stand. Appropriate physical activity intervention strategies for weight loss and prevention of weight regain for adults. Med Sci Sports Exerc. 2009 Feb; 41(2):459-71.

 

Por Luiz Augusto Riani Costa às 01h51

Ir para UOL Ciência e Saúde

Sobre os autores

Ana Carolina Garcia

Graduação em Nutrição - USP, especialista em Nutrição Aplicada ao Exercício Físico pela Escola de EEFE - USP e especialista em Nutrição Humana Aplicada e Terapia Nutricional pelo IMeN. Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Antonio Herbert Lancha Jr.

Graduação em Educação Física – USP Especialização em Fisiologia do Exercício – UNESP Mestrado e Doutorado em Nutrição Experimental – USP Pós- Doutorado em Medicina Interna – Washington University Professor Titular de Nutrição Aplicada à Atividade Física – USP Coordenador do Grupo de Nutrição do Vita Diretor da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Camila Freitas

Graduação em Nutrição - USP

Pós-Graduação em Gastronomia

Responsável pela área de nutrição das academias Reebok (SP)

Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Carla di Pierro

Graduação em Psicologia - PUC SP

Especialização em Psicologia do Esporte - Instituto Sedes Sapientiae

Especialização em Clínica Analítico Comportamental - Núcleo Paradigma

Aprimoramento em Terapia Comportamental Cognitiva - Amban HCFMUSP

Psicóloga da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Desire F. Coelho

Graduação em Nutrição - Centro Universitário São Camilo

Graduação em Esporte - USP

Mestrado em Educação Física - USP

Doutoranda pelo Instituto de Ciências Biomédicas - USP

Aprimorando em Transtorno Alimentar pelo AMBULIM HC-FMUSP

Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Luciana O. P. Lancha

Graduação em Nutrição e Esporte – USP Mestrado em Bioquímica – UNICAMP Doutorado em Ciências Biomédicas - USP Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Luiz Augusto Riani Costa

Graduação em Medicina – UNICAMP

Pós-graduação em Medicina Esportiva e Fisiologia do Exercício – USP

Doutorando em Fisiopatologia – EEFE/HCFMUSP

Diretor Clínico do setor de Cardiologia dos Laboratórios

Diagnósticos da América (DASA)

Fisiologista do Vita

Médico da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Marco D. Leme

Graduação em Nutrição - Centro Universitário São Camilo

Graduação em Eng. de Alimentos - Instituto Mauá de Tecnologia

Nutricionista do Grupo de DOR - IOT HCFMUSP e da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Patrícia Campos-Ferraz

Graduação em Nutrição – USP

Mestrado em Ciências dos Alimentos – USP

Doutorado em Biologia Funcional e Molecular pela UNICAMP

Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Renata C. Sardinha

Graduação em Nutrição - Centro Universitário São Camilo. Nutricionista do Bio Menu Congelados Saudáveis


Rodrigo Ferraz

Graduação em Educação Física - USP

Especialização em Treinamento Desportivo - UNIFESP/EPM

Especialista em Prevenção de Lesão e Treinamento em Pacientes Oncológicos

Preparador Físico da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida