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Sobre o blog

Alimentar-se representa muito mais que apenas ingerir carboidratos, lipídios, proteinas, vitaminas e minerais. Significa relação social, afinal as pessoas comemoram, prazer, indulgencia etc. Neste Blog temos por objetivo discutir todas as faces dos nutrientes e como podemos estabelecer uma ingestão alimentar saudável sem abrir mão do prazer. Com isso pretendemos propor a você pequenas mudanças que farão diferenças importantes na sua vida, venha conosco.

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11/03/2011

Deficiência de vitamina D no Brasil?

A vitamina D é fundamental para a manutenção da saúde óssea e as principais formas de adquiri-la são via exposição solar – em nossa pele há uma forma inativa de vitamina D, ativada pela ação dos raios UVB – e através da alimentação.

Imagina-se que em países de baixa latitude, cuja radiação solar é mais intensa, a prevalência de hipovitaminose D seja baixa. Surpreendentemente, dados dos anos 90 mostraram que 83% dos idosos gregos tinham deficiência dessa vitamina, enquanto apenas 18% dos noruegueses da mesma faixa etária apresentavam esse problema.

No Brasil, em mulheres pós menopausadas e idosos, populações de risco para osteoporose, a deficiência de vitamina D é maior do que no Canadá e países escandinavos. Em um estudo mais recente, 60% dos adolescentes brasileiros tinham deficiência desse nutriente.

Essas diferenças ocorrem porque, embora haja menos sol, nos países frios os alimentos são fortificados com vitamina D, há consumo habitual de peixes gordos de água fria (fontes de vitamina D) e há suplementação maciça de vitamina D.

Como visto, em países ensolarados como o Brasil a falta de vitamina D é preocupante! Nesses países, a exposição solar tem sido cada vez menos freqüente, quer pela correria do dia a dia quer pelos riscos de câncer de pele.

Uma política de fortificação de alimentos com vitamina D deveria ser considerada e a exposição solar diária em horários seguros incentivada.

Enquanto isso não ocorre, faça sua parte: coma peixes com mais freqüência (cerca de 4 vezes por semana) e quando estiver no transito ou caminhando na rua, arregace as mangas e exponha seus braços ao sol.

 Que tal uma voltinha no quarteirão após o almoço?

 

Para saber mais:

1. Peters BS, dos Santos LC, Fisberg M, Wood RJ, Martini LA. Prevalence of vitamin D insufficiency in Brazilian adolescents. Ann Nutr Metab. 2009;54(1):15-21. Epub 2009 Feb 5.

2. Pinheiro MM, Schuch NJ, Genaro PS, Ciconelli RM, Ferraz MB, Martini LA. Nutrient intakes related to osteoporotic fractures in men and women--the Brazilian Osteoporosis Study (BRAZOS).Nutr J. 2009 Jan 29;8:6.

3. Bandeira F, Griz L, Dreyer P, Eufrazino C, Bandeira C, Freese E. Vitamin D deficiency: A global perspective. Arq Bras Endocrinol Metabol. 2006 Aug;50(4):640-6.

Por Camila Freitas às 12h19

07/03/2011

Carboidratos em Ação!

É muito comum pessoas que desejam perder peso diminuírem ou restringirem a ingestão de carboidratos, sendo que alguns estudos mostram que essa estratégia funciona e não trás malefícios a curto prazo à saúde. Porém até o momento não foram apresentados benefícios convincentes à restrição hidrato de carbono.

Ao restringir esse nutriente, ocorre sim uma perda de peso, porém na maioria das vezes não estamos perdendo gordura, mais sim massa magra e muita água (nas primeiras semanas). Para perdermos gordura, é muito importante que ocorra uma diferença entre a quantidade de kilocalorias que ingerimos em relação às kcal que gastamos.

 

 

            Sendo importante ocorrer o déficit de energia para que gordura corporal seja eliminada, não existe motivo para restringir carboidratos, principalmente porque na alimentação típica do brasileiro, ele está presente em todas as refeições (arroz, feijão, suco de laranja, no famoso pão francês, na pizza de domingo...). Então pergunto, por quanto tempo conseguimos ficar comendo pouco carboidrato?

Porém é muito importante saber qual o tipo de carboidrato ingerir, priorizando os grãos integrais e seus subprodutos – alimentos de baixo índice glicêmico.

Evolutivamente esse nutriente é de extrema importância para o nosso organismo, precisando ser ingerido em quantidades bem superiores à proteína e gordura. São inúmeras suas funções em nosso organismo, sendo a “queima” da gordura uma delas...será que é necessário citar outras?

 

Referência:

Noakes M, Foster PR, Keogh JB, James AP, Mamo JC, Clifton PM. Comparison of isocaloric very low carbohydrate/high saturated fat and high carbohydrate/low saturated fat diets on body composition and cardiovascular risk.Nutr Metab (Lond). 2006 Jan 11;3:7.

Brinkworth GD, Buckley JD, Noakes M, Clifton PM, Wilson CJ. Long-term effects of a very low-carbohydrate diet and a low-fat diet on mood and cognitive function. Arch Intern Med. 2009 Nov 9;169(20):1873-80.

Por Marco D. Leme às 15h16

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Sobre os autores

Ana Carolina Garcia

Graduação em Nutrição - USP, especialista em Nutrição Aplicada ao Exercício Físico pela Escola de EEFE - USP e especialista em Nutrição Humana Aplicada e Terapia Nutricional pelo IMeN. Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Antonio Herbert Lancha Jr.

Graduação em Educação Física – USP Especialização em Fisiologia do Exercício – UNESP Mestrado e Doutorado em Nutrição Experimental – USP Pós- Doutorado em Medicina Interna – Washington University Professor Titular de Nutrição Aplicada à Atividade Física – USP Coordenador do Grupo de Nutrição do Vita Diretor da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Camila Freitas

Graduação em Nutrição - USP

Pós-Graduação em Gastronomia

Responsável pela área de nutrição das academias Reebok (SP)

Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Carla di Pierro

Graduação em Psicologia - PUC SP

Especialização em Psicologia do Esporte - Instituto Sedes Sapientiae

Especialização em Clínica Analítico Comportamental - Núcleo Paradigma

Aprimoramento em Terapia Comportamental Cognitiva - Amban HCFMUSP

Psicóloga da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Desire F. Coelho

Graduação em Nutrição - Centro Universitário São Camilo

Graduação em Esporte - USP

Mestrado em Educação Física - USP

Doutoranda pelo Instituto de Ciências Biomédicas - USP

Aprimorando em Transtorno Alimentar pelo AMBULIM HC-FMUSP

Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Luciana O. P. Lancha

Graduação em Nutrição e Esporte – USP Mestrado em Bioquímica – UNICAMP Doutorado em Ciências Biomédicas - USP Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Luiz Augusto Riani Costa

Graduação em Medicina – UNICAMP

Pós-graduação em Medicina Esportiva e Fisiologia do Exercício – USP

Doutorando em Fisiopatologia – EEFE/HCFMUSP

Diretor Clínico do setor de Cardiologia dos Laboratórios

Diagnósticos da América (DASA)

Fisiologista do Vita

Médico da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Marco D. Leme

Graduação em Nutrição - Centro Universitário São Camilo

Graduação em Eng. de Alimentos - Instituto Mauá de Tecnologia

Nutricionista do Grupo de DOR - IOT HCFMUSP e da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Patrícia Campos-Ferraz

Graduação em Nutrição – USP

Mestrado em Ciências dos Alimentos – USP

Doutorado em Biologia Funcional e Molecular pela UNICAMP

Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Renata C. Sardinha

Graduação em Nutrição - Centro Universitário São Camilo. Nutricionista do Bio Menu Congelados Saudáveis


Rodrigo Ferraz

Graduação em Educação Física - USP

Especialização em Treinamento Desportivo - UNIFESP/EPM

Especialista em Prevenção de Lesão e Treinamento em Pacientes Oncológicos

Preparador Físico da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida