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Sobre o blog

Alimentar-se representa muito mais que apenas ingerir carboidratos, lipídios, proteinas, vitaminas e minerais. Significa relação social, afinal as pessoas comemoram, prazer, indulgencia etc. Neste Blog temos por objetivo discutir todas as faces dos nutrientes e como podemos estabelecer uma ingestão alimentar saudável sem abrir mão do prazer. Com isso pretendemos propor a você pequenas mudanças que farão diferenças importantes na sua vida, venha conosco.

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24/02/2011

Diabetes: o início de um mal maior?

Recentemente pesquisas têm indicado que alguns tipos de câncer se desenvolvem mais comumente em pacientes com diabetes (especialmente o tipo 2). São eles os que acometem (cerca de 2 vezes ou mais) o fígado, pâncreas e endométrio, e menor daqueles que acometem o cólon / reto, mama e bexiga.

Outros cânceres (por exemplo os de pulmão) não parecem estar associados com um risco aumentado de diabetes, e para outros (rim e linfoma não-Hodgkin, por exemplo) os resultados ainda são inconclusivos.

Alguns fatores de riscos não modifcáveis são comuns a ambas as doenças:

v      Idade - a incidência da maioria dos cânceres aumenta com a idade;

v      Sexo - o câncer acomete mais frequentemente os homens;

v      Etnia,

Fatores modificáveis:

v      Sobrepeso e Obesidade - indivíduos obesos têm maiores riscos de desenvolverem muitos tipos de câncer comparados à indivíduos com peso adequando – IMC

v      Alimentação - menor ingestão de carne vermelha, maior consumo de frutas, vegetais e grãos integrais, fibras, estão associados a uma menor incidência de câncer e diabetes. Sobre esse ítem, é importante ressaltar que as pesquisas mostram que dietas pobres em carboidrato e por isso muitas vezes ricas em carne vermelha e gordura, estão associadas ao aumento da resistência à insulina e desenvolvimento de alguns tipos de cânceres;

v      Atividade Física - a sua prática regular está associada a um menor risco de câncer de colon, mama e endometrio, além de pulmão e prostata, o seu mecanismo ainda não está claro. Os exercícios físicos também reduzem (25-36%) o risco do desenvolvimento do diabetes tipo 2;

v      Cigarro – estima-se que o cigarro seja responsável por 71% das mortes de câncer de traquéia e pulmão. Outros tipos são fortemente associados a indivíduos fumantes, tais como aqueles que acometem os rins, pâncreas, fígado, estômago entre outros. Além disso, por aumentar os riscos de doença cardiovascular, retinopatia e outras complicações do diabetes, fumar tem um efeito adverso em pacientes diabéticos;

v     Álcool – o consumo de bebidas alcóolicas, mesmo em quantidades moderadas, aumenta o risco de muitos tipos de cânceres, incluindo aqueles da cavidade oral, faringe, laringe, esôfago, fígado, reto e mama. Além disso o consumo exagerado de álcool é também um fator de risco para o diabetes.

Para quem quiser se aprofundar no assunto, sugiro iniciar a leitura com um consenso de dezembro de 2009 da American Diabetes Association e da American Cancer Association, no qual os mecanismos de ação que relacionam as duas doenças estão mais claros.

Até a próxima!

 

Referência: CA CANCER J CLIN 2010;60:207–221

 

Por Mariana M. Fontana às 22h55

21/02/2011

PILATES PARA O CÉREBRO

 

 

Começamos assim:

 

          Qual o nome dele? Conheço-o muito bem.

          A que horas é o encontro? Às 5:00 ou 5:30?

          Como isso funciona mesmo?

          Onde deixei minhas chaves?

          Em que andar estou estacionado?

 

A partir dos trinta anos, em geral, começamos a  notar pequenos esquecimentos, e ainda que estes pequenos esquecimentos não afetem nossa vida,nos causam ansiedade. Com terror, pensamos que o cérebro começa a atrofiar, e preocupa-nos ficar como aquela tia idosa, que recorda com pequenos detalhes tudo sobre sua infância, mas não se lembra do que fez ontem. As pessoas, equivocadamente, relacionam a idade com a falta de memória.

Os neurocientistas têm comprovado que a perda de memória de curto prazo não se deve à idade ou à morte dos neurônios e sim, à redução do número de conexões nervosas. Assim como se atrofia um músculo sem uso, os dendritos também atrofiam se não são usados com frequência. Consequentemente, a habilidade do cérebro para receber nova informação é reduzida.

O exercício ajuda muito a alertar a mente. Também existem vitaminas e remédios que fortalecem a memória. Entretanto, nada como fazer com que nosso cérebro fabrique seu própio alimento,  moléculas que mantêm as células nervosas saudáveis. Quanto mais ativas as células do cérebro, maior quantidade de neurotrofinas elas produzem, gerando mais conexões entre as áreas cerebrais.

Eu leio, trabalho, faço exercícios e mil coisas durante o dia… Minha mente deve estar muito estimulada. A verdade é que a vida da maioria de nós, converte-se  em uma série de rotinas, o caminho para o trabalho, a hora que come ou volta para casa, o tempo que passa no carro, os programas que vê na televisão. Essas atividades rotineiras fazem com que o cérebro funcione automaticamente e requeira o mínimo de energia, não há produção de neurotrofinas.

Algumas dicas para aumentar a produção de neurotrofinas e conseguir manter o cérebro sempre ativo:

1- TENTE, ao menos uma vez por semana, tomar uma ducha com os olhos fechados. Só com o tato, localize as torneiras, ajuste a temperatura da água, pegue o sabonete, o xampu, creme de barbear... Verá como suas mãos notarão texturas que nunca havia percebido.

 

2-Utilize a mão NÃO dominante. Coma, escreva, abra a pasta, escove os dentes, abra a gaveta…

 

3- Leia em voz alta: diferentes circuitos serão ativados, além dos que usa para ler em silêncio.

 

4- Troque suas rotas: passe por diferentes caminhos para ir ao trabalho ou para casa.

 

5- Modifique sua rotina. Faça coisas diferentes. Saia, conheça e fale com pessoas de diferente idades, trabalhos e ideologias.   Experimente o inesperado. Use as escadas ao invés do elevador. Saia para o campo, caminhe, ouça.

 

6- Aprenda uma habilidade. Qualquer coisa; pode ser fotografia, culinária, yoga, estudar um novo idioma. Se você gosta de quebra-cabeças ou figuras, cubra um olho para perder a percepção de profundidade, de modo que o cérebro tenha que buscar outras rotas.

 

7- Identifique objetos. Coloque no carro, uma xícara com várias  moedas diferentes e tateie a mão para que, enquanto esteja parado em um semáforo, com os dedos trate de identificar cada uma.   

 

Porque não abrimos a mente e provamos esses  exercícios tão simples que, de acordo com os estudos de Neurobiologia do Duke University Medical Center, ampliam nossa memória?

 

Com sorte, nunca mais voltaremos a perguntar: ‘ONDE ESTÃO AS CHAVES?’

 

Maiores informações:

Sam Wang (2009): Postcards from the Brain. Physics World, July 2009: 37-39.

Sandra Aamodt and Sam Wang. Welcome To Your Brain: Why You Lose Your Keys But Never Forget How To Drive And Other Mysteries Of Everyday Life. Bloomsbury USA. Publication date March 2008. [Welcome To Your Brain website]

Sam Wang and Sandra Aamodt. “A Vast Left-Handed Conspiracy.” Washington Post, July 6, 2008. [Washington Post]

Sam Wang and Sandra Aamodt. “Your Brain Lies to You.” New York Times, June 27, 2008. [New York Times]

 

 

Por Patrícia Oliveira às 15h14

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Sobre os autores

Ana Carolina Garcia

Graduação em Nutrição - USP, especialista em Nutrição Aplicada ao Exercício Físico pela Escola de EEFE - USP e especialista em Nutrição Humana Aplicada e Terapia Nutricional pelo IMeN. Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Antonio Herbert Lancha Jr.

Graduação em Educação Física – USP Especialização em Fisiologia do Exercício – UNESP Mestrado e Doutorado em Nutrição Experimental – USP Pós- Doutorado em Medicina Interna – Washington University Professor Titular de Nutrição Aplicada à Atividade Física – USP Coordenador do Grupo de Nutrição do Vita Diretor da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Camila Freitas

Graduação em Nutrição - USP

Pós-Graduação em Gastronomia

Responsável pela área de nutrição das academias Reebok (SP)

Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Carla di Pierro

Graduação em Psicologia - PUC SP

Especialização em Psicologia do Esporte - Instituto Sedes Sapientiae

Especialização em Clínica Analítico Comportamental - Núcleo Paradigma

Aprimoramento em Terapia Comportamental Cognitiva - Amban HCFMUSP

Psicóloga da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Desire F. Coelho

Graduação em Nutrição - Centro Universitário São Camilo

Graduação em Esporte - USP

Mestrado em Educação Física - USP

Doutoranda pelo Instituto de Ciências Biomédicas - USP

Aprimorando em Transtorno Alimentar pelo AMBULIM HC-FMUSP

Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Luciana O. P. Lancha

Graduação em Nutrição e Esporte – USP Mestrado em Bioquímica – UNICAMP Doutorado em Ciências Biomédicas - USP Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Luiz Augusto Riani Costa

Graduação em Medicina – UNICAMP

Pós-graduação em Medicina Esportiva e Fisiologia do Exercício – USP

Doutorando em Fisiopatologia – EEFE/HCFMUSP

Diretor Clínico do setor de Cardiologia dos Laboratórios

Diagnósticos da América (DASA)

Fisiologista do Vita

Médico da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Marco D. Leme

Graduação em Nutrição - Centro Universitário São Camilo

Graduação em Eng. de Alimentos - Instituto Mauá de Tecnologia

Nutricionista do Grupo de DOR - IOT HCFMUSP e da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Patrícia Campos-Ferraz

Graduação em Nutrição – USP

Mestrado em Ciências dos Alimentos – USP

Doutorado em Biologia Funcional e Molecular pela UNICAMP

Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Renata C. Sardinha

Graduação em Nutrição - Centro Universitário São Camilo. Nutricionista do Bio Menu Congelados Saudáveis


Rodrigo Ferraz

Graduação em Educação Física - USP

Especialização em Treinamento Desportivo - UNIFESP/EPM

Especialista em Prevenção de Lesão e Treinamento em Pacientes Oncológicos

Preparador Físico da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida