Bio Menu

Busca

Sobre o blog

Alimentar-se representa muito mais que apenas ingerir carboidratos, lipídios, proteinas, vitaminas e minerais. Significa relação social, afinal as pessoas comemoram, prazer, indulgencia etc. Neste Blog temos por objetivo discutir todas as faces dos nutrientes e como podemos estabelecer uma ingestão alimentar saudável sem abrir mão do prazer. Com isso pretendemos propor a você pequenas mudanças que farão diferenças importantes na sua vida, venha conosco.

Categorias

Histórico

17/02/2011

Fome um sinal tardio

Na nossa rotina diária convivemos com comportamentos bastante interessantes quanto a ingestão de alimentos. Descrevendo alguns: aquele indivíduo que passa várias horas do dia sem consumir alimento algum e ao chegar em casa com uma fome voraz come com o objetivo feroz de "matar" aquela sensação que o atormentava - a fome. Outro comportamento é aquele que consome pequenas quantidades de alimentos ao longo do dia abolindo as refeições principais. Evidentemente existem os comportamentos intermediários entre esses dois acima descritos.

Cientificamente esses comportamentos são objeto de estudos e algumas respostas já são bem descritas. O fato de realizar poucas refeições (ou muitas vezes apenas uma) impõe ao nosso corpo uma adaptação de manutenção das funções fisiológicas, principalmente da glicemia, com a energia que temos estocada no nosso corpo. A glicose é importante em nosso organismo, pois é a fonte de energia para o nosso cérebro. No entanto, apenas as proteínas podem ser convertidas à glicose, a gordura não. Assim a cada vez que ficamos várias horas sem nos alimentar estamos perdendo um pouco de músculo, proteínas do sangue e de outras regiões do corpo, bem como comprometendo a capacidade funcional do cérebro pela redução da glicemia.

Quando ficamos muito tempo sem ingerir alimentos normalmente optamos pelos mais gordurosos, pois apresentam aroma e sabor mais atraentes. A gordura ingerida vai diretamente ser armazenada ou embaixo da pele (gordura subcutânea) - aquela que todos odeiam quando o verão se aproxima e ela insiste em saltar para fora da sunga ou biquíni -  ou na região intra-abdominal. Esta por sua vez pode ter um comprometimento estético menor, porém, é determinante de grandes complicações das funções fisiológicas como a hipertensão arterial, diabetes tipo 2, hipercolesterolemia entre outras.

Quando então por qualquer motivo somos obrigados a ficar em jejum alguns cuidados alimentares simples devem ser tomados: 1)consuma um alimento antes da refeição principal (pães, barras de cereais etc) isto impedirá o consumo compulsivo durante a mesma; 2) consuma alimentos lentamente permitindo ao organismo transferir parte dos nutrientes desses alimentos para a circulação sanguínea.

Outro ponto bastante relevante, evite realizar compras de alimentos quando estiver em jejum, pois neste estado você seleciona alimentos mais gordurosos e em maior quantidade. Consuma alimentos freqüentemente e em pequenas quantidades, pois a fome é um sinal tardio.

Referência bibliográfica: Stephen C. Woods and David A. D’Alessio. Central Control of Body Weight and Appetite. J Clin Endocrinol Metab, November 2008, 93(11):S37–S50.

 

Por Luciana O. P. Lancha às 11h20

13/02/2011

NAO BASTA TER INSIGHTS PARA MUDAR!

Há muitas razões para se procurar uma psicoterapia, mas na maioria das queixas iniciais está explícito o sofrimento. Seja porque  a pessoa está num difícil conflito, seja porque está num luto , ou com dificuldade de alcançar uma mudança, ou sem nenhuma esperança.

É quase uma unanimidade que ao longo da terapia deve haver um processo de autoconhecimento e que nele está a solução para os problemas. Entretanto vejo no consultório meus clientes muito conscientes de seus problemas , suas causas, suas consequências, e parte deles continua sofrendo.

Não basta ter insights incríveis e interpretações glamurosas na terapia para que haja mudança efetiva na vida. Geralmente na terapia sabemos o que está acontecendo e mesmo assim temos dificuldade de mudar, inclusive em algumas situações, conhecer melhor a si mesmo é causa de maior dor e sofrimento.

No atendimento à pessoas com dificuldade alimentar, seja o excesso ou a falta de peso, descobri que a comida ganha muitas funções e sabores , muito além do doce e do salgado.  Ela pode ter  sabor de afeto, alívio, satisfação, recompensa, pode ser um substituto único quando não se tem quase nada , pode ser um jeito de se esquivar de sensações e pensamentos ruins e incrivelmente, pode ser uma grande fonte de poder e controle.

Mesmo que a pessoa saiba a função que a comida tem na vida dela e o sabor que ela ganhou, não muda imediatamente seu hábito de se alimentar. Mesmo que ela conheça profundamente seu sofrimento , não estará necessariamente feliz.

O processo terapêutico tem seu tempo e é preciso que o cliente não apenas saiba sobre sua dor mas, experiencie, sinta e viva diferente a mesma situação. No papel de facilitador deste trabalho está a relação terapêutica, um ingrediente comum a todas as terapias, a relação humana, e nela uma possivel  chance de enxergar a mesma vida de um novo jeito.

 

Carla Di Pierro

Psicóloga da Nutriaid

Por Carla di Piero às 22h38

Ir para UOL Ciência e Saúde

Sobre os autores

Ana Carolina Garcia

Graduação em Nutrição - USP, especialista em Nutrição Aplicada ao Exercício Físico pela Escola de EEFE - USP e especialista em Nutrição Humana Aplicada e Terapia Nutricional pelo IMeN. Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Antonio Herbert Lancha Jr.

Graduação em Educação Física – USP Especialização em Fisiologia do Exercício – UNESP Mestrado e Doutorado em Nutrição Experimental – USP Pós- Doutorado em Medicina Interna – Washington University Professor Titular de Nutrição Aplicada à Atividade Física – USP Coordenador do Grupo de Nutrição do Vita Diretor da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Camila Freitas

Graduação em Nutrição - USP

Pós-Graduação em Gastronomia

Responsável pela área de nutrição das academias Reebok (SP)

Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Carla di Pierro

Graduação em Psicologia - PUC SP

Especialização em Psicologia do Esporte - Instituto Sedes Sapientiae

Especialização em Clínica Analítico Comportamental - Núcleo Paradigma

Aprimoramento em Terapia Comportamental Cognitiva - Amban HCFMUSP

Psicóloga da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Desire F. Coelho

Graduação em Nutrição - Centro Universitário São Camilo

Graduação em Esporte - USP

Mestrado em Educação Física - USP

Doutoranda pelo Instituto de Ciências Biomédicas - USP

Aprimorando em Transtorno Alimentar pelo AMBULIM HC-FMUSP

Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Luciana O. P. Lancha

Graduação em Nutrição e Esporte – USP Mestrado em Bioquímica – UNICAMP Doutorado em Ciências Biomédicas - USP Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Luiz Augusto Riani Costa

Graduação em Medicina – UNICAMP

Pós-graduação em Medicina Esportiva e Fisiologia do Exercício – USP

Doutorando em Fisiopatologia – EEFE/HCFMUSP

Diretor Clínico do setor de Cardiologia dos Laboratórios

Diagnósticos da América (DASA)

Fisiologista do Vita

Médico da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Marco D. Leme

Graduação em Nutrição - Centro Universitário São Camilo

Graduação em Eng. de Alimentos - Instituto Mauá de Tecnologia

Nutricionista do Grupo de DOR - IOT HCFMUSP e da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Patrícia Campos-Ferraz

Graduação em Nutrição – USP

Mestrado em Ciências dos Alimentos – USP

Doutorado em Biologia Funcional e Molecular pela UNICAMP

Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Renata C. Sardinha

Graduação em Nutrição - Centro Universitário São Camilo. Nutricionista do Bio Menu Congelados Saudáveis


Rodrigo Ferraz

Graduação em Educação Física - USP

Especialização em Treinamento Desportivo - UNIFESP/EPM

Especialista em Prevenção de Lesão e Treinamento em Pacientes Oncológicos

Preparador Físico da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida