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Sobre o blog

Alimentar-se representa muito mais que apenas ingerir carboidratos, lipídios, proteinas, vitaminas e minerais. Significa relação social, afinal as pessoas comemoram, prazer, indulgencia etc. Neste Blog temos por objetivo discutir todas as faces dos nutrientes e como podemos estabelecer uma ingestão alimentar saudável sem abrir mão do prazer. Com isso pretendemos propor a você pequenas mudanças que farão diferenças importantes na sua vida, venha conosco.

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17/10/2010

Ganhar peso após o treino longo é um bom sinal!

Com grande freqüência encontramos corredores que se questionam: por que ganho peso no final de semana após o treino longo? Essa pergunta cercada de pré-ocupações com o peso  – típico dos corredores- pode representar um dado importante na recuperação do corredor. Explicando melhor.

Quando corremos longas distancias (este conceito é proporcional à capacidade de cada um) utilizamos como principal fonte energética o carboidrato estocado em nossos músculos e fígado. Em média temos por volta de um quilograma de glicogênio no nosso corpo.  Após um treino longo essas reservas se aproximam das menores concentrações podendo chegar a 10% do total estocado pré treino.

Como forma de defesa nosso organismo ativa mecanismos estimulando vias metabólicas que incorporam carboidrato da alimentação em glicogênio muscular e hepático. O resultado dessa conta é que nossos estoques podem dobrar com relação ao estado pré-longo.  Associado a este mecanismo temos que a grande maioria dos corredores, sabiamente, após o treino longo, consome farta quantidade de massas, batatas, arroz e similares. 

Para termos uma idéia das reservas de glicogênio que comentamos no início deste texto, após o treino e alimentação rica em carboidrato, ela se aproxima de 2 quilogramas (100% de aumento em relação ao início).  O fato é: para cada grama de glicogênio que estocamos temos também 2,7 gramas de água nos músculos e fígado. Assim, se considerarmos a elevação do conteúdo de glicogênio podemos elevar em quase quatro quilos nosso peso final. Por esta razão também se torna tão importante o consumo de água, a reposição hídrica após os treinos longos. Caso essa reposição não seja feita de forma adequada é possível que ocorram cãibras. Isto porque a água será direcionada para estoque de glicogênio provocando um desbalanço hidroeletrolítico.

Voltando a questão de início deste texto, por que esta elevação do peso pode ser um bom sinal para o corredor: ela representa que este recuperou suas reservas de energia e que poderá retornar aos treinos a partir desse ponto. É claro que os técnicos devem estar atentos também a outras variáveis fisiológicas, ortopédicas etc. Bom treino!

Por Luciana O. P. Lancha às 19h09

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Sobre os autores

Ana Carolina Garcia

Graduação em Nutrição - USP, especialista em Nutrição Aplicada ao Exercício Físico pela Escola de EEFE - USP e especialista em Nutrição Humana Aplicada e Terapia Nutricional pelo IMeN. Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Antonio Herbert Lancha Jr.

Graduação em Educação Física – USP Especialização em Fisiologia do Exercício – UNESP Mestrado e Doutorado em Nutrição Experimental – USP Pós- Doutorado em Medicina Interna – Washington University Professor Titular de Nutrição Aplicada à Atividade Física – USP Coordenador do Grupo de Nutrição do Vita Diretor da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Camila Freitas

Graduação em Nutrição - USP

Pós-Graduação em Gastronomia

Responsável pela área de nutrição das academias Reebok (SP)

Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Carla di Pierro

Graduação em Psicologia - PUC SP

Especialização em Psicologia do Esporte - Instituto Sedes Sapientiae

Especialização em Clínica Analítico Comportamental - Núcleo Paradigma

Aprimoramento em Terapia Comportamental Cognitiva - Amban HCFMUSP

Psicóloga da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Desire F. Coelho

Graduação em Nutrição - Centro Universitário São Camilo

Graduação em Esporte - USP

Mestrado em Educação Física - USP

Doutoranda pelo Instituto de Ciências Biomédicas - USP

Aprimorando em Transtorno Alimentar pelo AMBULIM HC-FMUSP

Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Luciana O. P. Lancha

Graduação em Nutrição e Esporte – USP Mestrado em Bioquímica – UNICAMP Doutorado em Ciências Biomédicas - USP Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Luiz Augusto Riani Costa

Graduação em Medicina – UNICAMP

Pós-graduação em Medicina Esportiva e Fisiologia do Exercício – USP

Doutorando em Fisiopatologia – EEFE/HCFMUSP

Diretor Clínico do setor de Cardiologia dos Laboratórios

Diagnósticos da América (DASA)

Fisiologista do Vita

Médico da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Marco D. Leme

Graduação em Nutrição - Centro Universitário São Camilo

Graduação em Eng. de Alimentos - Instituto Mauá de Tecnologia

Nutricionista do Grupo de DOR - IOT HCFMUSP e da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Patrícia Campos-Ferraz

Graduação em Nutrição – USP

Mestrado em Ciências dos Alimentos – USP

Doutorado em Biologia Funcional e Molecular pela UNICAMP

Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Renata C. Sardinha

Graduação em Nutrição - Centro Universitário São Camilo. Nutricionista do Bio Menu Congelados Saudáveis


Rodrigo Ferraz

Graduação em Educação Física - USP

Especialização em Treinamento Desportivo - UNIFESP/EPM

Especialista em Prevenção de Lesão e Treinamento em Pacientes Oncológicos

Preparador Físico da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida