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Sobre o blog

Alimentar-se representa muito mais que apenas ingerir carboidratos, lipídios, proteinas, vitaminas e minerais. Significa relação social, afinal as pessoas comemoram, prazer, indulgencia etc. Neste Blog temos por objetivo discutir todas as faces dos nutrientes e como podemos estabelecer uma ingestão alimentar saudável sem abrir mão do prazer. Com isso pretendemos propor a você pequenas mudanças que farão diferenças importantes na sua vida, venha conosco.

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21/05/2010

O Temido Culote!

O Culote é aquela gordura localizada lateralmente na região dos quadris, mas só quem o tem sabe o que ele de fato significa... Mas, afinal, porque ele existe?

Essa gordura localizada é de origem hormonal e isso explica por que apenas as mulheres possuem esse indesejável “adereço”. Mas gostando ou não, o acúmulo de gordura nessa região é um mecanismo de proteção do organismo. Sim, ela nos protege!

Devido à predominância da testosterona, hormônio masculino, o homem possui tendência a acumular gordura na região visceral (intra-abdominal, localizada próxima aos órgãos) enquanto as mulheres, que possuem predomínio do hormônio estrogênio, tendem a acumular na região subcutânea (abaixo da pele e acima da musculatura abdominal).

A gordura visceral está diretamente relacionada a doenças do coração, alguns tipos de câncer, hipertensão arterial, diabetes tipo 2, entre outras... Não é à toa que o índice de mortalidade de homens por ataques do coração até os 45 anos é muito maior que o das mulheres. Já a gordura abdominal é considerada por muitos pesquisadores como protetora, uma vez que ela não possui uma relação tão direta com essas doenças.

Outro fator muito importante é que essa ação do hormônio feminino privilegiando o acúmulo de gordura no culote acaba por diminuir as chances de acúmulo na região visceral – isso ocorre para que a gordura acumulada fique distante do útero e, em caso de gestação, distante do feto, protegendo-o da ação nociva do excesso desse tecido.

Após a menopausa, ocorre uma diminuição da produção do hormônio feminino, estrogênio, e a testosterona passa a predominar também na mulher. Esse é o fator pelo qual após essa idade o risco de mortalidade por doenças do coração das mulheres passa a ser praticamente igual ao dos homens. Nessa mesma fase, o culote passa a diminuir muito de tamanho e o acúmulo de gordura na mulher passa a ser na região abdominal, assim como nos homens. É fácil de perceber isso se pensarmos em nossas avós com suas barriguinhas avantajadas, mas praticamente sem culote.

Por isso, da próxima vez que olhar para esta parte do corpo, lembre-se dos benefícios que ela traz e não se martirize tanto por causa dela!

Até a próxima! 

Desire F. Coelho

Por Desire F. Coelho às 23h10

16/05/2010

SAÚDE EM CONGRESSO

Todos os anos há o congresso do Colégio Americano de Medicina Esportiva, nos Estados Unidos, onde se discute sobre treinamento, nutrição, suplementos, sistema imune entre outros aspectos relacionados à prática de atividade física. Segue aqui um panorama das palestras e das novidades que estão sendo estudadas em laboratórios de todo o mundo.

Alimentação que previne doenças e aumenta a resistência ao esforço

As principais substâncias nutracêuticas, isto é, nutrientes provenientes de alimentos capazes de melhorar a saúde e prevenir doenças foram discutidos, abordando quercitina (encontrada em pequena quantidade na maçã), curcumina (encontrada no curry – tempero indiano) e gengibre.

Os estudos com quercitina começaram em animais e demonstraram grande melhora da condição aeróbica destes ratos. Eles apresentavam melhor desempenho e maior tempo de tolerância ao esforço. Em humanos, os estudos são contraditórios no que diz respeito à melhora do desempenho esportivo; mas todos eles têm encontrado melhora da resposta imunológica. Alguns estudos relataram menor suscetibilidade ao vírus influenza, após exercícios de alta intensidade com suplementação de quercitina. Deste modo, os pesquisadores sugerem suplementação de quercitina, para melhorar a resposta imunológica de indivíduos que praticam atividade física regularmente.

Quanto à curcumina, trabalhos demonstraram que ela pode agir como antiinflamatório em exercícios de contração excêntrica (quando a resistência vence a contração havendo o alongamento muscular). Muitos autores têm atribuído à substância a baixa incidência de câncer na Índia, visto que além de melhora de pólipos intestinais, a curcumina já foi associada à prevenção de outros tipos de câncer em humanos, como próstata e mama. Com base nestes resultados, os pesquisadores recomendam a ingestão regular de curry, com finalidade de prevenção para o câncer intestinal e auxilio na recuperação de processos musculares inflamatórios decorrentes do treino intenso.

Os estudos com gengibre mostraram pouco efeito, tanto na recuperação de processos inflamatórios musculares, como na atividade do sistema imune em humanos. Alguns poucos estudos relataram redução do inchaço muscular decorrente do processo inflamatório que surge com atividades de contração excêntrica. Ainda não há estudos com suplementação a longo prazo e em grandes quantidades avaliando toxicidade deste suplemento, embora isto seja improvável visto que o gengibre é consumido em grande quantidade em diversas culturas.

Efeito da vitamina D na saúde e desempenho

A vitamina D, como tem sido demonstrada, atua em várias vias metabólicas do organismo. Já foi relatada sua importância na expressão de mais de 200 genes, inclusive de alguns que codificam proteínas fundamentais para funcionalidade adequada do sistema imune. A vitamina D é encontrada principalmente em peixes gordurosos. Nesta sessão os autores discutiram sobre qual seria a ingestão ideal recomendada para praticantes de atividade física, visto que diversos trabalhos demonstraram que deficiência em vitamina D favorece o desenvolvimento de escleroses e câncer. Por outro lado, efeitos na melhora da resposta imune com suplementação de vitamina D foram encontrados em atletas. Sabe-se ainda que a vitamina D é fundamental para absorção do cálcio ingerido na dieta, e, sendo assim, baixa ingestão de vitamina D prejudica o processo de mineralização óssea. Os autores sugerem que a recomendação de ingestão seja revista, objetivando melhor funcionalidade do sistema imune.

Treinar consumindo pouco carboidrato para competir melhor com aumento da ingestão de carboidrato

Nesta sessão foram discutidos aspectos que vêm sendo levantados sobre treinar com baixas concentrações de glicogênio muscular (devido ao baixo consumo de carboidratos), para competir com altas concentrações de glicogênio muscular (devido ao aumento do consumo de carboidratos) e assim melhorar o desempenho. Muitos estudos em humanos têm demonstrado que quando se submete o organismo a treinos após dias de consumo de dieta restrita em carboidratos, ocorrem alterações moleculares que poderiam melhorar o desempenho, como, por exemplo, o aumento das enzimas responsáveis pela oxidação de gordura. Isto é, ao analisar o tecido muscular que foi submetido a treinos em dias de baixo consumo de carboidratos, este tecido apresenta melhora em alguns aspectos moleculares, indicando que este músculo poderia queimar mais gordura. No entanto, nenhum estudo apontou melhora de desempenho com esta manobra. Alguns autores advertem para o risco em deprimir o sistema imunológico durante treinos com baixas concentrações de glicogênio. Sendo assim, conclui-se ser pouco eficiente treinos com baixa ingestão prévia de carboidratos, e os pesquisadores recomendam ingestão de géis de carboidratos (ex. GU, Power gel) em atividades com duração maior que 60min; e sempre, ao final de um treino longo e/ou intenso, a ingestão de carboidrato de alto índice glicêmico, como mel, cana de açúcar, suco de melancia. Mesmo para quem quer emagrecer, após treinos longos, acima de 1 hora, ou intensos, por ex. tiros, deve-se consumir alimentos de alto índice glicêmico para facilitar a recuperação e evitar depressão do sistema imune comum com estes tipos de treinos.

Outro aspecto importante é que estas recomendações servem para todos que fazem atividade física, muitas vezes isto é ainda mais importante para os praticantes regulares do que para atletas, pois o condicionamento físico do atleta faz com que o desgaste dele seja menor do que de um indivíduo que treina e faz uma maratona em 4h. Diferentemente do atleta que fica exposto por cerca de 2h a condições ambientais que podem ser extremas (como alta temperatura e umidade relativa do ar), o indivíduo comum fica cerca de 4h exposto a estas condições e por isso seu desgaste é ainda maior que do atleta.

            Bom por enquanto é isto, podem ter certeza que sempre que aparecerem novidades elas serão contadas aqui para vocês.

Por Antonio Herbert Lancha Jr. às 17h40

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Sobre os autores

Ana Carolina Garcia

Graduação em Nutrição - USP, especialista em Nutrição Aplicada ao Exercício Físico pela Escola de EEFE - USP e especialista em Nutrição Humana Aplicada e Terapia Nutricional pelo IMeN. Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Antonio Herbert Lancha Jr.

Graduação em Educação Física – USP Especialização em Fisiologia do Exercício – UNESP Mestrado e Doutorado em Nutrição Experimental – USP Pós- Doutorado em Medicina Interna – Washington University Professor Titular de Nutrição Aplicada à Atividade Física – USP Coordenador do Grupo de Nutrição do Vita Diretor da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Camila Freitas

Graduação em Nutrição - USP

Pós-Graduação em Gastronomia

Responsável pela área de nutrição das academias Reebok (SP)

Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Carla di Pierro

Graduação em Psicologia - PUC SP

Especialização em Psicologia do Esporte - Instituto Sedes Sapientiae

Especialização em Clínica Analítico Comportamental - Núcleo Paradigma

Aprimoramento em Terapia Comportamental Cognitiva - Amban HCFMUSP

Psicóloga da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Desire F. Coelho

Graduação em Nutrição - Centro Universitário São Camilo

Graduação em Esporte - USP

Mestrado em Educação Física - USP

Doutoranda pelo Instituto de Ciências Biomédicas - USP

Aprimorando em Transtorno Alimentar pelo AMBULIM HC-FMUSP

Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Luciana O. P. Lancha

Graduação em Nutrição e Esporte – USP Mestrado em Bioquímica – UNICAMP Doutorado em Ciências Biomédicas - USP Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Luiz Augusto Riani Costa

Graduação em Medicina – UNICAMP

Pós-graduação em Medicina Esportiva e Fisiologia do Exercício – USP

Doutorando em Fisiopatologia – EEFE/HCFMUSP

Diretor Clínico do setor de Cardiologia dos Laboratórios

Diagnósticos da América (DASA)

Fisiologista do Vita

Médico da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Marco D. Leme

Graduação em Nutrição - Centro Universitário São Camilo

Graduação em Eng. de Alimentos - Instituto Mauá de Tecnologia

Nutricionista do Grupo de DOR - IOT HCFMUSP e da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Patrícia Campos-Ferraz

Graduação em Nutrição – USP

Mestrado em Ciências dos Alimentos – USP

Doutorado em Biologia Funcional e Molecular pela UNICAMP

Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Renata C. Sardinha

Graduação em Nutrição - Centro Universitário São Camilo. Nutricionista do Bio Menu Congelados Saudáveis


Rodrigo Ferraz

Graduação em Educação Física - USP

Especialização em Treinamento Desportivo - UNIFESP/EPM

Especialista em Prevenção de Lesão e Treinamento em Pacientes Oncológicos

Preparador Físico da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida